6 de maio de 2013

Compulsão Alimentar

As características essenciais do transtorno de compulsão alimentar são recorrentes. Trata-se de episódios fora do controle do consumo de grandes quantidades de alimentos. Quem pessoa por tal transtorno geralmente são angustiados por seu comportamento alimentar, tem sentimentos de desgosto e culpa durante e após comer compulsivamente. A maioria sente-se envergonhado e tenta esconder o seu problema. Muitos são tão bons em esconder seus hábitos de ingestão compulsiva de outros, que os membros da família (mesmo próximos ou amigos) não sabem que sofrem de um transtorno alimentar.
Estes são alguns dos sinais de alerta comuns que sugerem que uma pessoa pode estar sofrendo desse tipo de transtorno, a pessoa:

- Come grandes quantidades de comida quando nem estão com fome;

- Come muito mais rapidamente do que o normal;

- Come até o ponto de se sentir desconfortavelmente cheio;

- Muitas vezes, come sozinho, por causa da vergonha ou constrangimento;

- Tem sentimentos de depressão, desgosto, ou culpa depois de comer;

- Tem uma história de flutuações de peso acentuada. 




É preciso saber também que essa doença ocorre principalmente em indivíduos com sobrepeso e obesidade, mas não está limitado somente a este grupo. Pode ocorrer em pessoas com peso normal.


No Brasil, pesquisas científicas encontraram uma prevalência desse transtorno entre 15% e 22% dos pacientes que procuram tratamento para obesidade. Entre os pacientes que realizaram a cirurgia bariátrica, esta prevalência pode variar de 27% a 47%.


Portanto, é importante observar os sinais clínicos desse transtorno em pacientes que procuram tratamento para o sobrepeso e obesidade, pois os indivíduos interrompem prematuramente a dieta prescrita pela incapacidade de controlar a ingestão alimentar.

Muito interessante!

Uma investigação realizada na Espanha mostra que o consumo de gorduras saturadas e trans, presentes principalmente em produtos industrializados, é prejudicial não só para o sistema cardiovascular, mas também para a saúde mental. Também diz que os casos de depressão e de perda de memória podem aumentar se o consumo desse tipo de gorduras for elevado. Esta pesquisa conclui que, por outro lado, as gorduras polinsaturadas (abundantes em certos tipos de peixe e no azeite, por exemplo) protegem contra as doenças mentais e estão associadas a um menor risco de depressão.

"O nosso padrão de dieta é cada vez mais americano e passámos a incluir mais gorduras trans", salienta Martínez-González.


Depois de examinar a dieta diária e o estilo de vida de 12.059 pessoas durante uma média de seis anos, e tendo em conta a influência de outros fatores, "observámos que 30% dos casos de depressão seriam atribuíveis a um alto consumo de gordura prejudicial", concluiu a investigação espanhola.
Então? Será que isso não pode ser um ponto a ser considerado?



E diante disso, como o Nutricionista pode estar envolvido?



Em um artigo que eu li, que fala sobre tratamento nutricional dos transtornos alimentares, na parte inicial foi enfatizado o seguinte:

"Dentro da equipe multidisciplinar que deve tratar do paciente com transtornos alimentares (TA), o nutricionista é capacitado para propor modificações do consumo, padrão e comportamento alimentares, aspectos estes que estão profundamente alterados nos TA. [...] O trabalho do nutricionista na área de TA exige habilidades não-inerentes à sua formação, como conhecimentos de psicologia, psiquiatria e das técnicas da terapia cognitivo-comportamental. Deve ser criado um vínculo com o paciente, atuando de forma empática, colaborativa e flexível (Rock e Curran-Celentano, 1996)"


Achei bastante proveitoso esse artigo, visto que ressalta o compromisso que deve ter o profissional de nutrição nessa área, bem como a sua importância no meio desse tratamento. Sendo assim, é importante orientar pessoas que passam por determinado transtorno, para que eles recorram ao tratamento de seu problema. Muitos e muitos estudos apontam que a compulsão alimentar tem gerado vários outros problemas de saúde, até mesmo fatais. O que você pode fazer para mudar isso? Como tem sido sua alimentação? Com qual frequência você se alimenta dessa forma? Quais tem sido as consequências disso tudo? Reflita nisso.

Reeduque-se e viva melhor, sua saúde e auto-estima dependem da sua persistência.
E lembre-se, confiança em si próprio é a base de tudo! ;)

Referências:

The Eating Disorder Foundation

LATTERZA, A.R. et al. Tratamento nutricional dos transtornos alimentares. Rev. Psiq. Clin. 2004.

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